Em visita ao Campo da Esperança, Elisson defende planejamento para cemitérios do DF e futura sétima unidade

Em homenagem à memória de familiares, o candidato ao Governo do Distrito Federal Elisson Ferreira esteve no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília, para visitar os túmulos de sua avó Ideltrudes, a Vovó Dedé; de seu primo Robert, o Beto; e de seus tios Augusto e Juca. Durante a visita, Elisson também avaliou a estrutura do local e defendeu que o Distrito Federal comece a planejar desde agora a capacidade de seus cemitérios para as próximas décadas


Uma das propostas é realizar estudos técnicos e ambientais para reservar uma área destinada a uma futura sétima unidade cemiterial no DF, evitando que o poder público só procure uma solução quando os cemitérios existentes estiverem próximos do limite.

Atualmente, o Distrito Federal conta com seis cemitérios públicos. Os dados oficiais referentes a 2025 mostram realidades bastante diferentes entre as unidades. Enquanto algumas ainda possuem capacidade para vários anos, Taguatinga apresentou a situação mais preocupante, com indicador de vida útil extremamente reduzido naquele levantamento. Obras para abertura de novos espaços e construção de jazigos ajudam a ampliar a capacidade, mas, para Elisson, não substituem o planejamento de longo prazo.

Fotos: Renato Santos.

“O Cemitério de Taguatinga já chegou a uma situação bastante crítica. Existem obras para ampliar a capacidade e isso é necessário, mas existe um limite físico para aquilo que conseguiremos fazer dentro da área atual. Estamos falando de uma região que atende uma parcela enorme da população do Distrito Federal. Não podemos esperar faltar espaço para começar a discutir o problema. Precisamos pensar no que Brasília vai precisar daqui a 10, 20 e 30 anos e já estudar uma área adequada para uma futura sétima unidade.”

A proposta prevê também um planejamento distrital da capacidade cemiterial, considerando o envelhecimento da população, a demanda futura por sepultamentos e a situação individual de cada uma das seis unidades. A iniciativa deverá ser acompanhada da modernização dos cemitérios existentes, com melhorias em acessibilidade, iluminação, segurança, limpeza, drenagem, identificação dos jazigos e digitalização das informações.

Outra frente é ampliar alternativas como ossuários, columbários e cremação, além de estudar soluções verticalizadas onde forem técnica e ambientalmente adequadas, sempre respeitando a vontade, a cultura e as convicções das famílias.

Durante a visita, Elisson também chamou atenção para os pequenos comerciantes que trabalham no entorno e nas proximidades da entrada do cemitério, prestando serviços e oferecendo produtos às famílias que chegam ao local em momentos de despedida e homenagem. O candidato defende diálogo com os trabalhadores e órgãos responsáveis para buscar organização, regularização onde juridicamente possível e uma estrutura adequada, sem prejudicar o comércio formal já estabelecido na região.

“A cidade precisa estar organizada em todos os espaços. Temos comerciantes aqui que trabalham há anos e atendem pessoas justamente em momentos muito delicados. Vamos buscar organizar, fomentar e, onde for possível legalmente, regularizar essa atividade, dando condições dignas para quem trabalha e mantendo o espaço público organizado.”

Para Elisson, visitar os familiares também reforça o caráter humano da discussão.

“Hoje vim aqui, antes de qualquer coisa, para homenagear a Vovó Dedé, meu primo Beto e meus tios Augusto e Juca. São pessoas da minha história e da história da minha família. E estando aqui percebemos também que cuidar de um cemitério é cuidar da memória das famílias de Brasília. É justamente em um dos momentos mais difíceis da vida que o cidadão precisa encontrar dignidade, acolhimento e organização.”

Elisson defende que o próximo governo deixe de tratar a capacidade dos cemitérios apenas quando surgem situações emergenciais e passe a trabalhar com planejamento de longo prazo.

“Brasília precisa se preparar para o futuro. Planejar a cidade também é garantir respeito e dignidade à memória de quem ajudou a construir a nossa história”, concluiu.

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