Vista privilegiada, privacidade, refúgio contra ruídos urbanos e o aproveitamento inteligente da luz e da ventilação naturais elevam o patamar do morar contemporâneo
Morar nas alturas deixou de ser apenas um atributo arquitetônico para se consolidar como uma verdadeira experiência de estilo de vida. O conceito de High Living, que define os residenciais em andares elevados, sintetiza a fusão entre panoramas marcantes, resguardo acústico e maior conexão visual com o horizonte. Em cidades que avançam em processo constante de verticalização, esses diferenciais pesam decisivamente na hora da escolha e moldam a própria concepção dos projetos.
Em Goiânia, essa dinâmica ganha contornos particulares devido à forte presença de parques e áreas verdes. Para a Terral Incorporadora, a localização e o que se descortina a partir de cada janela são ponderados desde o início dos projetos arquitetônicos. Ricardo Cruz, gerente comercial da empresa, pontua que a contemplação é fator determinante. “As residências mais nobres são estrategicamente posicionadas para valorizar os melhores ângulos. Quando dispomos de fachadas voltadas para o parque ou com vista definitiva, essas opções tornam-se as mais cobiçadas do produto”, detalha.
A relação com a verticalidade, contudo, ganha nuances surpreendentes quando o endereço está próximo às áreas preservadas. Ricardo observa que, nesses cenários, há uma busca expressiva por andares intermediários. O objetivo é duplo: apreciar o cenário natural de maneira mais próxima, sem perder a sensação de imersão no verde. “A tendência é que o morador opte por pavimentos médios para contemplar a paisagem de forma mais integrada, sobretudo quando há uma vista permanente”, pontua.
Design, conforto e luz
A essência do High Living vai muito além da altitude. Para que a localização elevada se reverta em bem-estar, o projeto deve antecipar demandas de iluminação, ventilação e controle térmico. Segundo o gerente comercial da Terral, essas variáveis orientam o desenho das fachadas. “Favorecemos a entrada de luz natural, mas bloqueando a incidência direta para evitar o desconforto térmico. Paralelamente, apostamos na ventilação cruzada para garantir temperaturas amenas em todos os cômodos”, complementa.
Entre os elementos que exercem maior fascínio nos pavimentos altos estão as varandas. Mais do que exercerem a função de extensão do apartamento, em residenciais com grandes altitudes elas funcionam como verdadeiros terraços de contemplação que aproximam o morador da cidade. “A integração entre os ambientes é valorizada em todas as unidades de um empreendimento, mas, nos edifícios mais altos, as varandas ganham ainda mais protagonismo na preferência dos moradores. Já o pé-direito ampliado assume papel de destaque em coberturas e penthouses”, comenta Ricardo.
Valorização e exclusividade
No mercado imobiliário, os andares elevados exercem forte atração sob a ótica patrimonial. Ricardo destaca que, embora o perfil de compra varie conforme a prioridade de cada cliente, as unidades do topo atraem mais o investidor. O motivo é claro: a liquidez na revenda e a garantia de valorização contínua impulsionadas pela escassez desse tipo de produto.
Segundo ele, o High Living traduz um arranjo sofisticado entre design, privacidade e exclusividade. Para Ricardo, há também uma camada simbólica atrelada a essas moradas. “As pessoas valorizam o privilégio de dizer que residem no ponto mais alto da rua ou do bairro. Trata-se de uma identificação direta com o conceito de exclusividade”, reflete o gerente comercial.
A escolha por um endereço elevado, contudo, exige um olhar atento a outros fundamentos construtivos. O especialista lembra que a experiência de morar bem é um somatório de fatores: o histórico da construtora, a disposição das vagas de garagem, a locomoção interna no pavimento e o dimensionamento dos elevadores são partes indissociáveis da equação. “O High Living traduz uma revolução na forma de habitar a metrópole. Mais do que estar acima do fluxo urbano, trata-se de vivenciá-lo sob uma nova perspectiva, absorvendo luz, paisagem e arquitetura como parte do cotidiano”, conclui.
.gif)
.gif)


