A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) manifestou apoio, nesta quarta-feira (16), ao projeto da Prefeitura de Goiânia para revitalização das fachadas do Centro da capital. A proposta foi apresentada pelo secretário particular do prefeito, Ariel Viveiros, durante reunião no Sesc Centro | Cultura e Atividades, com participação do vice-presidente da Fieg, Emílio Bittar.
O projeto Fachada Limpa prevê a organização dos engenhos publicitários e a recuperação das fachadas, com atenção à arquitetura histórica de Goiânia, especialmente ao patrimônio Art Déco. A primeira intervenção está prevista para a Rua 3, entre as avenidas Araguaia e Tocantins, como modelo que poderá ser ampliado para outras áreas do Centro.
Durante a apresentação, o prefeito Sandro Mabel defendeu que a recuperação das fachadas faça parte de um conjunto de ações para devolver movimento à região, com melhorias na iluminação, calçadas, arborização, segurança e organização da fiação. A Prefeitura também pretende estimular a presença de moradores, serviços públicos, comércio e novos investimentos. “O princípio é o seguinte: nós vamos mexer no Centro. Esse é o princípio. Nós estamos determinados a mexer no Centro.”
Mabel afirmou ainda que a Prefeitura pretende começar com intervenções menores e ampliar o trabalho conforme os resultados. A proposta é permitir que proprietários e comerciantes também possam adequar seus imóveis às novas orientações, mesmo em ruas que ainda não tenham recebido a intervenção direta do poder público.
Para Emílio Bittar, a iniciativa pode contribuir para recuperar a identidade arquitetônica do Centro e criar um ambiente mais favorável à atividade comercial. Ele defendeu que as fachadas valorizem os edifícios históricos, em vez de esconder suas características com excesso de publicidade. “Quando organizar isso, sem LED e com um estilo mais retrô, valorizando o que Goiânia tem, que é essa arquitetura Art Déco, tenho certeza de que os comerciantes vão agradecer.”
Ele também avaliou que o projeto deve começar de forma gradual, permitindo que a iniciativa ganhe adesão e seja ampliada. “Acho que tem que começar desse jeito: vai dando certo e aquilo ali vai expandindo. E a força depois não vem só da Prefeitura, mas de todo mundo que aderiu ao projeto e viu que deu certo. Acho que tem que começar pequeno mesmo, mas tem que começar.”
Além da recuperação das fachadas, a reunião tratou da reocupação residencial e econômica do Centro, incluindo o programa Morar no Centro, a ampliação da presença de serviços públicos e a atração de novos empreendimentos.
Ao final, Emílio reforçou a disposição da Federação em contribuir com a iniciativa. “Da parte da Fieg, o que precisar, a Federação vai estar junto com a Prefeitura de Goiânia”, pontuou.
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