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| Região vai receber investimentos privados em eixo estruturante (Crédito: BrDU/Divulgação) |
De acordo com a Associação de Desenvolvedores Urbanos de Goiás (ADU-GO), a região norte de Goiânia tem potencial para receber 30 novos condomínios horizontais em até 20 anos. O movimento se assemelha ao processo vivido pela região sul e pelo Jardim Goiás no início dos anos 2000, quando a construção de espaços públicos como o Parque Flamboyant e a chegada de shoppings transformaram áreas antes subutilizadas em polos de desenvolvimento e valorização imobiliária.
O reflexo desse potencial já é sentido no eixo da GO-080, onde o metro quadrado em condomínios como o Villagio Toscana teve valorização de 148% nos últimos nove anos, passando de R$ 525 para R$ 1.300. “É um eixo que combina crescimento econômico com o privilégio de estar cercado por áreas verdes preservadas, criando um cenário de valorização imobiliária que é, sem dúvida, o mais promissor de Goiânia hoje”, avalia Gabriel Fortes, sócio da BrDU Urbanismo, empresa responsável pelo empreendimento.
Pioneirismo do mercado imobiliário
Com a regulamentação do Plano Urbanístico Básico (PUB), publicada em 5 de agosto, a região norte passa a contar com diretrizes que reforçam a vocação como novo vetor de expansão. O crescimento vai ser impulsionado por um pacote de infraestrutura viária, que prevê a duplicação da GO-402, que liga a UFG a Santo Antônio de Goiás; o prolongamento da Avenida Goiás Norte, criando uma via expressa até o Jardim Primavera; e a construção de um novo anel viário contornando a região norte para ligar a saída de Anápolis à GO-070. Outro ponto vital é a duplicação da GO-462, que conecta o Passeio das Águas Shopping a novos núcleos residenciais.
As obras são encabeçadas pelo setor imobiliário, que há uma década já enxerga o potencial da região para moradia, lazer, comércio e serviços. Entre as pioneiras desse movimento está a BrDU Urbanismo, que apostou no desenvolvimento da região norte antes da consolidação atual e agora projeta o futuro com ampliação de avenidas e a abertura de novas vias para conectar o Goiânia 2 e a Vila Itatiaia.
“Investir na região norte é sobre construir um legado duradouro para a cidade. Estamos empenhados em viabilizar uma infraestrutura de excelência, com obras viárias fundamentais que ficam como um benefício permanente para todos os moradores. A cidade vai ficar mais conectada, fluida e preparada para as futuras gerações", defende Gabriel Fortes.
Em busca de qualidade de vida
O perfil de quem já vive na região norte revela ainda uma outra mudança de comportamento: são famílias que buscam qualidade de vida e tentam fugir do adensamento das regiões sul e central. É o caso do empresário Reginaldo Reis Carvalho.
“A região tem áreas grandes, com possibilidade para empresas e lotes para investir. Também está próximo ao antigo centro de Goiana, mas tem tudo o que precisa em volta: shopping, pronto socorro, supermercado e vários comércios bons. A cada dia que passa, se desenvolve mais”, destaca.
Dados da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO) e pesquisas da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) indicam que 57% dos brasileiros preferem imóveis com áreas verdes e ambientes arejados. A presença de recursos naturais preservados é, justamente, um dos diferenciais da região norte.
“Escolhi o Villagio Toscana pela condição de vida, o potencial de ser um lugar tranquilo e verde, e pela segurança de um condomínio fechado. Para mim foi uma surpresa a valorização, pelo que foi comprado na época e o que está valendo hoje”, conta Reginaldo Reis Carvalho.
Por isso, o Plano Diretor de 2022 e suas atualizações em 2026 reforçam a importância de preservar mananciais como o Ribeirão João Leite e o Rio Meia Ponte. Da mesma forma, projetos como o Parque Linear, que deve interligar o Goiânia 2 à barragem do João Leite, e o novo Parque Zoobotânico de Goiânia prometem consolidar a área como um pulmão verde da capital, atraindo empreendimentos de alto padrão integrados à natureza.
O que muda com o PUB
O Plano Urbanístico Básico altera a lógica do crescimento urbano ao substituir empreendimentos isolados por um projeto unificado, possibilitando o planejamento integrado de grandes áreas antes da ocupação. A gestão pública desenha a estrutura física da expansão com décadas de antecedência, definindo o traçado de avenidas e a localização de equipamentos públicos e áreas verdes, permitindo compreender antecipadamente o território que eles formarão juntos.
“Esse é um instrumento de planejamento urbano de longo prazo muito importante para assegurar que a cidade cresça de forma organizada e eficiente. Um dos principais desafios é lidar com o crescimento das cidades garantindo qualidade de vida, mobilidade, trabalho, serviços e preservação ambiental. Por isso, o PUB representa uma mudança que visa aliar com estratégia os elementos que compõem grandes áreas urbanas”, explica o presidente da Ademi-GO, Felipe Melazzo.
Um ponto central é a criação de bairros completos que integram moradia, trabalho e lazer para reduzir os tempos de deslocamento e melhorar a vida da população. Ao reservar áreas para infraestrutura de forma antecipada, o PUB reduz custos públicos com desapropriações e correções urbanísticas, por exemplo. “Garante ainda maior segurança jurídica e previsibilidade para investimentos privados, transformando o crescimento urbano em um legado planejado que atravessa diferentes gestões”, complementa Melazzo.
Além de organizar o território em grande escala, o PUB também permite pensar a cidade na escala da vida cotidiana — das ruas e calçadas, das praças e parques, do comércio de vizinhança e dos espaços de convivência. A partir dessa evolução, e com o mercado imobiliário de Goiânia crescendo 12,7% no primeiro trimestre de 2026 – um ritmo três vezes superior à média nacional –, a região norte desponta como o novo eixo de uma cidade que aprendeu a equilibrar desenvolvimento econômico e qualidade de vida.
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