Lipedema pode favorecer o surgimento e a piora de varizes, alerta especialista

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Condição crônica pode agravar problemas circulatórios e exige diagnóstico preciso e tratamento integrado para aliviar dor, inchaço e sensação de peso nas pernas

As varizes, um problema circulatório bastante comum, podem estar associadas ao lipedema, uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura, principalmente nas pernas e nos braços. A semelhança entre os sintomas faz com que muitas pacientes demorem a receber o diagnóstico correto.

Segundo o cirurgião vascular da clínica Angioven, Dr. Herik Oliveira, especialista em cirurgia vascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, o lipedema provoca aumento de volume nas  coxas e pernas, dor ao toque, sensação de peso e facilidade para o surgimento de hematomas. “Esses sinais muitas vezes são confundidos com retenção de líquido, obesidade ou até mesmo problemas venosos isolados, como as varizes”, explica.

De acordo com o médico, embora sejam condições diferentes, o lipedema pode sobrecarregar o sistema circulatório e favorecer o aparecimento ou a piora das varizes. “O aumento  do volume nos membros ,  pressão nos tecidos , aumento de peso e a inflamação crônica dificultam o retorno venoso e linfático, , o que contribui para a dilatação das veias e para sintomas como inchaço, cansaço e dor nas pernas”, afirma.

O especialista destaca que a avaliação adequada é fundamental, já que o tratamento das varizes, quando realizado sem considerar a presença do lipedema, pode não trazer o resultado esperado. “Quando as duas condições estão associadas, é preciso um plano terapêutico integrado, que pode incluir controle do peso, uso de meias de compressão, acompanhamento vascular e, em alguns casos, procedimentos específicos.”

Ele reforça que o diagnóstico precoce faz diferença na qualidade de vida das pacientes. “Quanto antes identificamos o lipedema e tratamos adequadamente as alterações venosas, maiores são as chances de reduzir a dor, o inchaço e a progressão da doença”, conclui.


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