Unidade de retaguarda garante continuidade do tratamento e recebe pacientes de toda a rede pública de saúde do DF
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| Foto Alberto Ruy |
No Hospital Cidade do Sol (HSol), em Ceilândia, o atendimento vai além de exames e medicações. Ele aparece também em gestos simples, como uma conversa tranquila, uma música que acalma ou um pedido atendido com carinho. Com essa marca de acolhimento e respeito ao paciente, a unidade completa dois anos nesta terça-feira (09) consolidada como uma peça essencial da rede pública de saúde do Distrito Federal.
Desde o início de suas atividades, a unidade já contabiliza 4.462 admissões. Apenas em janeiro de 2026, o hospital registrou taxa de ocupação de 93,7%, o que significa que quase todos os leitos ficaram ocupados ao longo do mês. O dado demonstra a alta demanda e reforça a relevância do HSol para o funcionamento do SUS no DF e para a organização do fluxo de internações na rede pública.
Com perfil de hospital de retaguarda, o HSol recebe pacientes encaminhados tanto pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) quanto pela Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), contribuindo para reduzir a pressão sobre unidades de urgência e hospitais de alta complexidade.
Para a gerente do Hospital Cidade do Sol, Júlia Gurgel, o papel do HSol vai além da assistência clínica e envolve olhar para o paciente como pessoa, com necessidades físicas, emocionais e sociais.
“Nosso hospital tem um papel estratégico para a rede pública, mas também carrega um compromisso diário com a humanização. Aqui, buscamos garantir que cada paciente se sinta acolhido e respeitado, porque atendimento de verdade é aquele que também considera a história e a dignidade de cada um”, afirma.
Retaguarda estratégica para a rede pública
Criado inicialmente para atender a alta demanda de internações em períodos críticos, o Hospital Cidade do Sol se consolidou como um suporte fundamental para unidades como o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e diversas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
O perfil do HSol é voltado a pacientes de baixa e média complexidade, que precisam concluir ciclos de antibióticos, estabilizar quadros clínicos ou permanecer em acompanhamento hospitalar com segurança até a recuperação.
Ao absorver esse tipo de internação, o hospital contribui diretamente para liberar leitos em unidades mais complexas e agilizar o atendimento de urgência, fortalecendo o funcionamento de toda a rede pública.
Humanização como marca do HSol
Além do papel assistencial, o Hospital Cidade do Sol tem se destacado por ações que tornam o período de internação mais leve e acolhedor. Atividades como fisioterapia ao ar livre, iniciativas de convivência e momentos culturais fazem parte da rotina da unidade, promovendo bem-estar e fortalecendo a recuperação.
Entre os projetos desenvolvidos estão atividades recreativas e interativas, como o Cineminha, com exibição de filmes para os pacientes, além de ações voltadas ao estímulo cognitivo e emocional.
Outro diferencial é o trabalho do projeto Humanizar, que atua diretamente na escuta de pacientes e familiares e fortalece o cuidado individualizado. Uma das ações de destaque é o Prontuário Afetivo, iniciativa que registra informações pessoais do paciente, como preferências, apelidos, hábitos, gostos musicais e detalhes da história de vida. A proposta é simples, mas poderosa: garantir que a equipe enxergue o paciente além do diagnóstico e ofereça um atendimento mais próximo, respeitoso e personalizado.
Com o prontuário afetivo, a internação se torna mais humana e acolhedora, fortalecendo vínculos, ampliando a confiança entre equipe e paciente e promovendo uma experiência mais digna durante o tratamento.
Cuidados paliativos e dignidade em todas as fases do tratamento
É nesse contexto de atendimento humanizado que o Hospital Cidade do Sol vem fortalecendo um dos serviços mais sensíveis e necessários da saúde pública: os cuidados paliativos, voltados a uma abordagem de cuidado integral e humanizado, indicada para pessoas com doenças graves, crônicas ou ameaçadoras da vida, em qualquer fase da doença, e não apenas no fim da vida. A proposta é garantir conforto, controle de sintomas e apoio emocional, respeitando as necessidades do paciente e oferecendo suporte às famílias.
O HSol dispõe de dez leitos exclusivos para cuidados paliativos em contexto de fim de vida, recebendo pacientes oncológicos e não oncológicos. A assistência é realizada por uma equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, fisioterapeutas e fonoaudiólogos.
A iniciativa reforça o compromisso da unidade com um modelo de assistência que une eficiência, empatia e respeito, garantindo que o paciente seja acolhido em todas as etapas do tratamento, inclusive nos momentos mais delicados.
Para o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, o hospital representa um avanço importante no modelo de organização do SUS no Distrito Federal.
“O Hospital Cidade do Sol se tornou indispensável para a rede. Ele garante continuidade ao tratamento, melhora o giro de leitos e ajuda a desafogar serviços que atendem urgência e alta complexidade. Mais do que números, ele entrega acolhimento e atendimento humanizado, que é um compromisso do IgesDF com a população”, destaca.
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