O desemprego no Brasil atingiu taxa de 13,7% no mês de janeiro


O desemprego durante a pandemia da Covid-19 atingiu o maior patamar já visto na história. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o mês de agosto bateu 13,8% e teve uma leve queda para 13,7% em setembro.

Com a reabertura do comércio foi possível estimar a taxa de desemprego visto que o IBGE só considera desempregadas pessoas à procura de um serviço. Com a quarentena e auxílio emergencial muitos adiaram a procura.

A ex-contabilista, Rebeca Silva perdeu o seu emprego e teve que procurar outra ocupação. “Fui demitida do escritório em que trabalhava no final de junho e desde então tenho feito bijuterias para vender. Não se compara o salário, mas foi a forma que eu achei de pagar as minhas contas.”

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) estima que para voltar ao patamar de antes da pandemia vai demorar em média até 2022. “Foi um baque muito grande e no ano que vem ainda teremos as sequelas. Propostas como a de renda mínima após o fim do auxílio podem ajudar mais as pessoas mais pobres, o que é um desafio também porque temos que estudar como financiar isso sem o país quebrar”, afirma o economista Vinícius Leão.

Trabalhadores informais
Antes da pandemia os trabalhadores informais representavam cerca de 40% da força de trabalho. Diaristas, manicures, ambulantes, cantores autônomos todos esses foram prejudicados com o isolamento social.

A vendedora Aryelle Rocha entrou na estatística de pessoas que foram demitidas por corte de gastos. “Eu era vendedora de uma loja na Ceilândia. Eles demitiram uma ‘galera’ quando começou o isolamento e quando reabriram ainda estava sem movimento.”

E apesar da maior parte desses serviços depender de ter pessoas circulando na rua, trabalhadores como os entregadores de aplicativo passaram a trabalhar mais. “Ninguém está querendo sair de casa ainda. Mesmo com a reabertura de restaurantes e bares, as pessoas ainda têm medo”, afirma o entregador Carlos Cipião. Segundo o IBGE, 4 milhões de brasileiros tiram o sustento de entregas, na maioria homens.