Jilmar Tatto: “Vamos fazer nossa parte em São Paulo enquanto o Lula não volta”


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Jilmar Tatto é candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PT


O ex-presidente do PT , ex-secretário de Abastecimento, Implantação de Subprefeituras e Transportes de São Paulo, nas gestões Marta e Haddad, Jilmar Tatto (PT) disse em entrevista ao vivo ao portal iG com os elegíveis municipais de 2020 nesta terça-feira (29)  que, caso eleito, irá governar reproduzindo as experiências bem sucedidas dos governos petistas que passaram pela cidade e que Lula  é seu aliado para garantir a transferência de votos necessária para que seu nome deslanche na disputa deste ano. 


Embora seja uma personalidade política experiente e figure com uma das taxas de rejeição mais baixas dentre os candidatos a prefeito neste ano, apenas 16%, Jilmar Tatto enfrenta um apagão nas pesquisas de intenção de voto. A sua candidatura aparece no fim das listas, entre os menos cotados, com cerca de 2% das intenções de voto.

Eu não sou conhecido . Nosso primeiro desafio é me tornar conhecido. A televisão e esse debate [no iG] ajudam, mas é falar para a molecada o que o PT fez. Falar do que nós fizemos e do que eles tiraram do povo, como o Leve leite”, disse Tatto.

“As pessoas sabem dos beneficios , mas não sabem o secretário que fez essas política. Então, eu tenho que falar que fui eu”, complementa.

O candidato do PT relembrou que em 2012, quando Fernando Haddad foi eleito prefeito de São Paulo, a intenção de votos para o petista no início da disputa também era de 2% e relembrou a capacidade do ex-presidente Lula de atrair votos . Ainda destacou que a rejeição na cidade ao ex-prefeito e atual governador de São Paulo João Doria (PSDB) é alta.

“O Lula já gravou para a minha campanha. O Lula é um patrimônio do povo brasileiro e estou feliz dele estar na minha campanha. O PT é um partido de chegada e na reta final o PT sempre cresce. Tenho certeza que vamos para o segundo turno e vou me tornar prefeito “, afirmou.

Questionado sobre a realização de atos de campanha em meio à pandemia do novo coronavírus (Sars-cov-2), Jilmar disse que o PT segue os protocolos necessários e não gerou aglomerações desde que a propagando política foi autorizada pelo TSE, no último dia domingo (27), quando apareceu em fotos abraçado com apoiadores

“É uma campanha diferente dentro dessa pandemia. Não é fácil. Além dessas entrevistas, temos a televisão, o rádio, as redes sociais e o PT é muito forte nas periferias . Estamos fazendo campanha do jeito que dá e se cuidando. Mas é impossível ficar em casa, um parte das pessoas tem que trabalhar e sobreviver”, diz.

Porpostas e soluções

Jilmar Tatto declarou recentemente que será capaz de governar São Paulo propondo soluções simples e baratas, ao ser quesionado pelos jornalista do iG  sobre como implantar tais propostas o candidato elencou algumas áreas em que pretende atuar, como:

A criação da tarifa zero no transporte público para os desempregados; redução do valor da passagem de R$ 4,40 para R$ 2,00 aos finais de semana sob o argumento de que não há queda de receita e que os cidadãos devem ter acesso à toda cidade; contrução de 10 mil casas populares retornando o programa de mutirões; criação de cooperativas; passe livre integral para estudantes e mudança no padrão de contratação da prefeitura.

“Para propor soluções simples e baratas precisamos ser criativos e ousados e a experiência conta para isso”, destaca. “Mas para resolver os problemas da cidade de São Paulo é evidente que o governo federal e estadual tem que ajudar. São problemas estruturais. E eles não estão ajudando”, enfatiza. 

“Nós vamos fazer a nossa parte na cidade de São Paulo enquanto o Lula não volta”, complementa.

Privatizações

O Jilmar Tatto publicou recentemente em sua conta oficial no Twitter que vai “estancar esse processo de terceirização e privatização ” promovidos pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) e pelo governador João Doria (PSDB). Tatto é historicamente contra as provatizações.


“Eu tenho um compromisso na saúde de rever os contratos das OS (Organizações Soiciais). Tem muita robalheira . Eu acredito muito na prefeitura e no fortalecimento da administração direta. Quero priorizar a questão da saúde e da educação”, declarou.

Habitação, região central e minhocão

O candidato do PT prometeu enfrentar o problema do déficit habitacional da cidade de São Paulo, que está no patamar de 474 mil casas, segundo estudo Fundação Getúlio Vargas, com a criação de 10 mil moradias populares. Tatto fará isso seguindo as diretrizes do Plano Diretor da cidade, que determina a aplicação de IPTU progressivo em imóveis abandonados do centro para então desapropriá-los e ocupá-los com famílias em casas populares.

Além disso, Tatto prometeu a implementação de um programa de urbaniação de favelas , regularização fundiária e criação da “casa do entregador” na região central para que motoristas de aplicativos tenham onde descansar, armazenar os seus equipamentos e pausar.

Quanto ao Minhocão , Tatto classificou o elevado como “uma obra horrosa do ponto de vista urbanístico” e defendeu a realização do plebescito, mas destacou que o Plano Diretor possui recomendações de que seja criado um parque linear no local.

“Há um consenso no planto diretor de que não é um local para uso do carros. Mas antes de fazer o plbeiscito você tem que ter um projeto para as pessoas saberem no que estão votando. Eu vou respeitar o plebiscito”, afirma.

Educação e Transporte

Na área da educação, após um ano de aulas semi-paralisadas por conta da pandemia de Covid-19, Tatto argumentou que “o ano letivo está perdido e tem que salvar vidas”.

Ele defende a criação de um plano pedagógico para o ano de 2021, a aplicação de avaliações para identificar as deficiência de apredizagem nas crianças da rede municipal neste ano, a reforma das escolas no período em que estão fechadas, a realização de treinamentos para lidar com a Covid-19 na reabertura, mas não se posicionou sobre a volts às aulas ainda em 2020.

Na área dos Transportes, em que atuou como secretário, Tatto defendeu o investimento no transporte público e tocou em pontos polêmicos que afetaram a tentativa de reeleição de Fernando Haddad.

“A redução da velocidade melhorou a fluidez na cidade quando nós implantamos, porque diminuiu os acidentes. A mobilidade em São Paulo tem que focar no transporte de massa. Aumentar e continuar aumentando o número de faixa de ônibus”, disse.

Ele ainda propôs criar uma empresa de energia limpa na área dos transporter para tornar São Paulo em cidade pioneira neste assunto.

Segurança Pública

O candidato estará alinhado com o Plano Nacional de Segurança Pública lançado pelo PT ainda no governo Dilma. “Em relação à segurança é preciso ter uma integração. No meu governo, a Guarda Civil Metropolitana vai cuidar de crianças, escolas e de prevenção a violência contra a mulher “, disse.

Questionado sobre a existência do Prodam (Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município de São Paulo), estatal responsável por auxiliar políticas de segurança público como o monitoramente, Tatto se posicionou contra a sua privatização, mesmo sendo apontado pro especilistas como um cabide de empregos.

“O Prodam tem que se modernaizar e não ser um cabide de emprego. Tem que ser mais enxuto, mas é uma empresa essencial para o funcionamento da cidade. É o modo da Prefeitura não se manter escravo de uma empresa privada”, disse.

E defendeu a criação de um aplicativo público para disputar com os aplicativos de entrega. “Vamos fazer um aplicativo próprio para os entregadores com protocolo aberto para que não fiquem escravos das empresas de entrega”, defendeu.

O convidado ainda falou brevemente sobre a infestação de pernilongos que afeta a vida dos moradores da região do rio Pinheiros e atribuiu aos governos estaduais do PSDB a propagação dos insetos.

“Eu convidaria o Doria para nadar no Rio Pinheiro, porque ele diria que já estaria despoluído. Estão há mais de 30 anos no governo e não conseguirão despoluir. É falta de compromisso com o meio ambiente e essa infestação é culpa do PSDB”, disse

“A longo prazo é investir pesado em saneamento e a curto prazo é usar o fumacê”, propôs.

Felipe Viana

Felipe Viana