Marcello Camargo assume descontentamento com produções sobre Hebe


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Marcello Camargo assume descontentamento com produções sobre Hebe
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Marcello Camargo assume descontentamento com produções sobre Hebe


A nossa entrevista de hoje é com Marcello Camargo, o filho da saudosa Hebe Camargo. Marcelo, que seguiu os passos da mãe e apresenta um programa no Youtube chamado ‘Café com Selinho’, falou sobre a responsabilidade de ser filho de uma das maiores apresentadoras do Brasil, sobre mensagens que teria recebido da mãe em sonho e da reação de Hebe ao ser recontratada pelo SBT. Ele ainda compartilhou mais detalhes sobre o seu descontentamento com as recentes produções que retrataram, na TV e no Cinema, a vida de Hebe Camargo que, segundo ele, não representam os fatos reais. “Acho que não precisava ser tão fictício assim”, contou.

Na estreia do filme na Sala São Paulo, a expectativa era muito grande, já que a Hebe era e é muito amada por todos. Mas muita gente saiu surpresa com o que viu do filme. Você mesmo parecia surpreso… Já tinha assistido ao filme? O que sentiu quando o assistiu pela primeira vez?

Sim, realmente, a expectativa era muito grande, foi uma noite muito especial. Mas eu não tinha assistido ao filme antes, só alguns pedaços e, na verdade, eu saí meio insatisfeito, pois eu não reconheci minha mãe no filme.

Hebe era uma pessoa muito sincera, nunca deixou de falar o que pensava, como acha que ela reagiria ao filme e à série?

Bem, eu acho que ela discordaria de muita coisa que foi mostrada no filme e na série, e que realmente eram coisas que ela não fazia: beber em trabalho, deixar o público esperando, falar aquela quantidade de palavrões… Realmente, ela não iria ficar muito feliz.

Como a família do Lélio reagiu a como ele foi retratado?

A filha do Lélio, que mora no Brasil, também ficou indignada com o filme, achou absurdas várias coisas que foram mostradas em relação ao pai dela, e falou que aquilo é totalmente um filme de ficção.

Hebe é a rainha do Brasil. Você pretende produzir outra série ou filme que retrate a vida e obra da sua mãe, mas com uma visão mais próxima do que você acredite que seja a verdade?

Na verdade, quem cuida de tudo isso é meu primo, Cláudio, que é sobrinho dela, foi empresário dela. Outro filme e outra série, não. O que está para sair é um documentário de quatro capítulos, com depoimentos de várias pessoas que foram muito importantes na vida dela.

Como você vê todas as homenagens como nome de avenida, exposição, filme, série, entre outras que são feitas para sua mãe?

As homenagens eu vejo com muita alegria, com muita satisfação. E apesar de discordar da série e do filme, eu vejo que ela está em muita evidência. Só se fala em Hebe, vídeos de Hebe, eu recebo mensagens. Então parece que ela está aqui, que a qualquer momento ela vai aparecer, que está aqui entre nós ainda. Isso me traz muita alegria.

Existe alguma homenagem programada para Hebe daqui para frente?

Sim, está tendo a exposição ‘Hebe’, no Morumbi Shopping (São Paulo-SP). Vai até o dia 27 de setembro. E a ideia do Cláudio e nossa é que essa exposição possa estar em outras capitais também. Vamos ver como as coisas vão ficar depois da pandemia.

Quando se faz uma biografia de uma grande estrela como a Hebe, claro que há uma pesquisa, de onde acha que foram tiradas esses erros como a relação dela com Lélio, o fato de não ter comemorado o ano novo com os empregados e outros? Vê como desrespeito?

Foi feita uma pesquisa, só que eles falam que o filme é uma ficção baseada em fatos reais, então é um filme de ficção, não são fatos reais. Eu não gostei. Como desrespeito eu vejo botar ela com excesso de bebida, toda hora com bebida na mão, e ela não era assim. Ela gostava de beber em restaurantes e festas, mas não no dia a dia. Minha mãe nunca bebia em casa no dia a dia. Então essa parte do exagero de bebida, como se ela não largasse o copo da mão, eu vi como um desrespeito, sim. E o grande problema é que muita gente acha que é um filme de biografia, e não o encara como um filme de ficção. Então muitas coisas ali não pegam muito bem.

A sua mãe sempre foi muito apaixonada pelo SBT e nunca escondeu a tristeza quando saiu da emissora. Como, mesmo já em estágio avançado da doença, ela recebeu a notícia de que voltaria para emissora? Ela chegou a fazer planos?

Sim, realmente ela era apaixonada pelo SBT. Ela ficou muito triste quando saiu de lá e ficou muito feliz quando a Daniela Beyruti foi em casa e a recontratou e acertou a volta dela para o SBT. Mas ela já estava muito fragilizada pela doença. Inclusive, acho que foi um mês antes do falecimento dela. Então, não deu. Ela não chegou fazer planos porque já estava muito debilitada pela doença. Mas ficou muito feliz, porque ela partiu daqui contratada pelo SBT.

Ser filho da Hebe fez com que você fosse cobrado mais profissionalmente?

Eu não sei se sou mais cobrado profissionalmente por ser filho da Hebe, mas não deixa de ser uma responsabilidade maior, ainda mais seguindo os passos dela. É um desafio muito grande, uma responsabilidade muito grande. Mas eu tento dar o melhor de mim e não fico pensando nessa comparação. Eu faço o trabalho, e depois a gente vê o resultado, vê se o público está aprovando ou não.

O que mais sente falta da sua mãe?

Ah, eu sinto falta dela todos os dias, em todos os momentos. De poder ligar, contar as coisas, de poder ir lá, encher ela de beijo, de acompanhar. Enfim… A cada minuto eu sinto falta dela…

Tem alguma mágoa dos responsáveis pelo filme e série sobre sua mãe?

Não tenho mágoa de quem fez o filme e a série, mas achei uma pena. Que não fosse feito um filme de ficção, mas sim um filme baseado realmente na vida dela, que foi tão linda e tão cheia de coisas maravilhosas. Acho que não precisava ser um filme tão fictício assim.

Por que você resolveu morar no interior de São Paulo?

Eu sempre amei o interior, sempre quis morar no interior, era um sonho meu. Eu já tinha morado em São José dos Campos, e minha grande vontade era morar no interior, com uma vida mais tranquila, longe daquele trânsito louco de São Paulo. Então, eu estou muito feliz de morar no interior.

Fala um pouco do seu programa no YouTube?

O ‘Café com Selinho’ é uma homenagem a ela, para perpetuar o selinho dela, continuar com esse trabalho do selinho que foi tão bem aceito e ficou tão famoso no Brasil. É um bate-papo descontraído, a maioria dos programas é gravado na casa dela. E, no final, o entrevistado ganha um ‘selinho da Hebe’, porque eu fiz um selinho mesmo, com o rosto dela.

Por causa da pandemia, você substituiu o selinho final por um selo com o rosto da Hebe?

Eu não substituí o selinho por causa da pandemia. Ele já foi criado no papel antes. A ideia já era essa, de distribuir um selinho de papel da Hebe. Algumas entrevistadas acabam pedindo um selinho do filho, mas a ideia era dar o selinho que eu criei no papel.

Você tem alguma religião? Teve algum contato com a Hebe após a sua passagem através de sonho ou de algum médium?

Eu sou espírita, acredito no espiritismo, e eu sonho demais com ela, sonho muito com a minha mãe. São vários sonhos muito alegres, sempre muito divertidos. E no sonho mesmo eu recebi mensagem de tocar o ‘Café com Selinho’ para frente, que era aí que ela iria ficar muito feliz. Então, estamos fazendo.

Você tinha mais ‘amigos’ quando sua mãe era viva?

Não, eu mantive meus amigos. E eu nunca tive uma vida de muita badalação, de muitos eventos. Então os meus amigos são os mesmos, da época que ela era viva e agora, são amigos de bastante tempo.

Você aceitaria um programa de entrevistas na TV aberta?

Sim, se eu receber o convite, claro. Estamos aqui para conversar, será bem-vindo qualquer convite de TV aberta. Mas nunca tive nenhum, não. Estou fazendo o programa na TV COM Brasil, que passa no canal 28 da SKY, para todo o Brasil, e em parceria com o canal 9 da NET São Paulo, que é a TV aberta. Temos também parceria com a TV Ambiental do Espírito Santo, e com a TVC de Araçatuba. Por enquanto, estamos nessas emissoras, e eu estou muito contente de estar fazendo o programa no Youtube e passando nessas emissoras.


Fonte: IG GENTE

Felipe Viana

Felipe Viana