Conversamos com o precursor do rock, Arnaldo Baptista


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The Music Journal Brazil

Arnaldo Baptista
Divulgação/Clarisse Lambert

Arnaldo Baptista


Foi um bate-papo rápido, mas o suficiente para celebrar uma entrevista com aquele que é o precursor do rock brasileiro e um dos grandes nomes de nossa música em todos os tempos. Aos 72 anos recém completados, o lendário músico e compositor Arnaldo Baptista se mostrou muito feliz com as recentes homenagens que recebeu, principalmente das versões de sua obra solo enviadas por fãs, amigos e músicos com o registro audiovisual de Homenagem Arnaldo Baptista 7.2.

Arnaldo Baptista fez aniversário no dia 6 de julho e, desde esse dia, uma série de vídeos com artistas e fãs interpretando seus clássicos passaram a ser disponibilizados no YouTube. Além disso, sua discografia, que inclui os álbuns Singing Alone, Elo Perdido, Elo Mais Que Perdido, Faremos Uma Noitada Excelente, Let it Bed e Disco Voador passaram a ser disponibilizados nas plataformas digitais, para o bem do rock, para o bem da música popular brasileira.

Além dos Mutantes, Arnaldo também fundou o grupo Patrulha do Espaço no fim dos anos 1970 e todo o seu trabalho, além daquele realizado em sua carreira solo, ganhou respeito e notoriedade mundial, conquistando a admiração de outros nomes icônicos do rock como Kurt Cobain, do Nirvana.

Confira abaixo o bate-papo com Arnaldo Baptista, que revelou sua emoção ao ser ovacionado em um show dos Mutantes na Inglaterra em 2006, afirmando que “queria chorar” de alegria.

Confira a entrevista:

Marcelo de Assis: Arnaldo, é uma honra falar com você!

Arnaldo Baptista: Obrigado, é mútuo!

Marcelo de Assis: Qual foi a sensação de ver tanta gente boa cantando suas músicas e te homenageando assim, em seu aniversário?

Arnaldo Baptista: Foi uma coisa maravilhosa, porque, de repente, apareceram pessoas que eu nunca imaginei que fizeram tantas coisas boas nos vídeos.

Marcelo de Assis: Eu assisti ao documentário Loki e uma coisa que me chamou muito a atenção, foi a sua apresentação com os Mutantes e a Zélia Duncan na Inglaterra e a recepção calorosa que você teve por fãs britânicos na rua. Como foi sua sensação naquele momento?

Arnaldo Baptista: Eu também não entendo isso! (risos). Durante o show o público também cantava “Arnaldo, Arnaldo” e eu não sabia o que fazer. (risos). Eu queria chorar de alegria.

Marcelo de Assis: Quando o Nirvana visitou o Brasil nos anos 1990, o Kurt Cobain deixou uma carta para você, mostrando a admiração que ele tinha por você. Como foi para você receber essa carta?

Arnaldo Baptista: Eu achei uma coisa incrível. A minha esposa Lucinha chegou a mandar a carta para ser plastificada, porque já havia mostrado ela para tantas pessoas, para os repórteres que a carta estava ficando desgastada.

Marcelo de Assis: Quando despertou a sua vontade pela música?

Arnaldo Baptista: É interessante isso. Eu lembro que eu era criança e estava em uma roda gigante ao lado da minha mãe e meu irmão e de repente estava pensando no que eu queria ser no futuro, um advogado, engenheiro… ai pensei: “Porque eu não posso ser igual a minha mãe? Viver da música?” E foi aí que começou tudo.

Marcelo de Assis: Arnaldo já ouvi dizer que os Mutantes teria recebido um convite para gravar um disco ao vivo em Londres pela Polydor. Você confirma isso?

Arnaldo Baptista: Não, eu nunca ouvi falar disso. Mas, nós gravamos um LP na França e realizamos uma mixagem em Londres. Talvez isso tenha parecido que estávamos gravando um LP em Londres. Mas só foi a mixagem.

Marcelo de Assis: Qual a mensagem que você deixaria para os jovens que gostam de rock e que estão conhecendo o seu trabalho?

Arnaldo Baptista: Dê uma chance ao suficiente!

Fonte: IG GENTE

Felipe Viana

Felipe Viana