Desafio de engenharia e novo cartão postal do Brasil

Ponte estaiada entregue em São José dos Campos contou com as mais avançadas técnicas de construção e é a única no Brasil em arco e curva; vai desafogar o principal ponto de congestionamento da cidade. Arco da Inovação, complexo viário entregue em São José dos Campos

Foto: Ehder de Souza

A cidade de São José dos Campos (SP) ganhou na última semana uma obra que representa ao mesmo tempo a força da engenharia para superar desafios e a possibilidade de desenvolver complexos viários que embelezam o entorno em vez de deteriorá-lo.

Chamada de Arco da Inovação, a obra foi realizada pela Construtora Queiroz Galvão após processo licitatório da Prefeitura de São José dos Campos. Os dois viadutos, em formato de X e que passam sob um arco de 100 metros de altura, ligam as avenidas São João e Jorge Zarur e resolvem o principal nó de congestionamento da cidade.

Para sua realização, a equipe de engenharia da Queiroz Galvão foi em busca das técnicas mais avançadas, principalmente para a construção do arco. Por meio de um sistema de fôrmas autotrepantes (ATR), foram construídos os dois mastros de forma independente, que se encontraram a 100 metros de altura para criar a estrutura semielíptica.

Ao arco foram fixados 70 estais que permitem a sustentação dos dois viadutos que se cruzam dentro dele. A colocação de cada um desses estais dependeu de cálculos criteriosos para definir posição e inclinação, garantindo o entrelaçamento perfeito entre eles. No interior deles, há mais de 36 mil metros de cabos.

Outro desafio foi o terreno (a estrutura está ao largo de um córrego, e parte da obra aconteceu durante o período das chuvas, o que deixa o terreno mais instável). Aí, contou a experiência dos trabalhadores da construtora e a interação entre as equipes de projeto e de execução, o que permitiu adequações, recálculos e reengenharia para manter a continuidade das obras.

O resultado é um novo marco arquitetônico e cartão postal da cidade.

Obra

A ponte estaiada foi anunciada em junho de 2018 com custo de R$ 48,5 milhões. De acordo com a prefeitura, um estudo apontou que o local é o principal ponto de congestionamento da cidade e passam por ele mais de 60 mil pessoas em mais de 1,2 mil viagens.

Para desafogar, a ponte estaiada foi construída com dois viadutos em formato de ‘x’ — o viaduto inferior tem 267 metros e o superior tem 349 metros. O mastro central chega aos 100 metros.

Após o anúncio, a gestão passou por uma série de embates judiciais, inclusive com questionamento do MP sobre a eficácia do projeto como solução para a região. A obra chegou a ser paralisada por ordem judicial.

Ao longo da execução, a prefeitura fez ainda uma série de aditivos ao orçamento, que saltou R$ 13 milhões. A previsão inicial da gestão era de que o projeto fosse entregue em agosto de 2019, mas atrasou. A obra entregue nesta sexta custou R$ 61,5 milhões aos cofres públicos.

 

 

 

 

 

 

Foto: Ehder de Souza

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Paulo Melo

Paulo Melo

Paulo Melo é Jornalista, formado em Gestão Pública pela UCDB e em Gestão Empresarial e Controladoria na UNIPLAN, já cursou Ciência Política na UDF. Especialista em Marketing, editor chefe do portal Cidades & Condomínios, ex-coordenador geral do Movimento dos Comunicadores do Brasil - MCB e ex-presidente da Federação Nacional dos Comunicadores no Distrito Federal - FENACOM/DF.