Criação de animais exóticos ganha espaço no DF

Muitas pessoas gostam de fugir do que é comum e escolhem ter em casa animais como cobra e aranha

Quando se fala em animais de estimação logo vem à mente cães e gatos. Porém, não é raro conhecer pessoas que preferem o exótico e optam por animais diferentes, como tartarugas, coelhos, porquinhos da índia, iguanas, cobras e aves. Algumas espécies exigem um pouco mais do criador, como cobras, corujas e gaviões, já que necessitam ingerir, regularmente, presas inteiras como camundongos ou ratos.

O empresário Geovanne Miranda, 25 anos, conta que sua paixão por animais começou quando criança. Ele teve alguns pássaros exóticos e silvestres, mas logo o interesse pelos répteis falou mais alto. Foi quando decidiu criar uma jiboia arco-íris da espécie Epictates cenchria assisi. Não satisfeito, resolveu criar mais duas serpentes corn snake (cobra do milho). Ele chegou a criar incríveis nove aranhas caranguejeiras, um sapinho exótico e uma lagartixa-leopardo. Mas infelizmente ele teve que se desfazer dessas espécies pois estavam ilegais.

Então, Geovanne decidiu comprar uma jiboia amazônica, legalizada, de um criadouro no estado do Pará. Ele ainda possui uma aranha caranguejeira em casa. Questionado sobre a alimentação desses animais, explica: “A lagartixa e as aranhas comiam baratas africanas criadas em cativeiro, grilos e tenebrio, que é uma espécie de larva. A jiboia come porquinho da índia, as vezes codornas ou frango”.

A lagartixa leopardo vive em média 15 anos

Para se criar serpentes, por exemplo, não é necessário um espaço muito grande. Até mesmo em apartamentos é possível criá-las. Contudo, as cobras possuem algumas características que as impedem de serem domesticadas com tanta facilidade, e por isso, antes de possuir uma cobra de estimação é preciso ficar atento a algumas coisas fundamentais para a sua criação.

Documentação

Nem todo mundo é tão radical assim quando o assunto e animal doméstico. No caso da Leticia Laís, ela gostaria de um animal diferente, mas que não fosse tão grande, por isso optou pela Tatá. É assim que ela chama o seu porquinho da índia. No começo a família não a apoiou muito, mas ela conseguiu convencê-la: “Eles tinham uma preocupação com a higiene, mas expliquei como funciona e eles se adaptaram”.

O porquinho da índia Tatá tem 4 anos

Segundo o analista ambiental do Ibama Jorge Melo, todo animal silvestre deve ser adquirido de um revendedor autorizado ou de um criadouro que reproduz com autorização. “O proprietário deve sempre portar a documentação de origem do mesmo e se certificar de que a marcação dele esteja correta”.

Quem quiser criar um animal silvestre ou exótico a primeira coisa a ser feita é o cadastro no Ibama como criador amadorista. Isso pode ser feito no próprio site do instituto, por meio do serviço Sistema Nacional de Gestão da Fauna Silvestre (SisFauna). Lá, é possível escolher qual a categoria, entre répteis, aves, plantas. Depois de feito o cadastro, o interessado deve ir até uma unidade do Ibama com os documentos solicitados e aguardar a homologação e a emissão do boleto de licença, visto que, quando o animal de estimação não possui autorização, o criador pode ser indiciado por contrabando de animais silvestres.

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