terça-feira, 19 de setembro de 2017

Entrevista com o senador Hélio José

Em entrevista exclusiva com o senador, Hélio José (PMDB-DF) fala sobre política e o seu trabalho no senado federal

Nas eleições de 2018 o senhor pretende concorrer a que cargo?

Meu nome está a disposição do partido para concorrerá a qualquer cargo, inclusive ao governo do Distrito Federal, porém entendo que teria que ter pelo menos mais um mandato para me candidatar ao GDF, creio que um projeto desse seria mais viável em 2022.

O senhor será candidato à reeleição ao senado?

Não sei se serei candidato ao senado. Avaliarei com meu grupo político no momento certo. Esse é o momento de trabalhar pelo DF, vamos deixar para tomar essa decisão mais na frente. Porém, não quero perder a oportunidade de ser deputado federal como aconteceu com o ex-senador Gim Argello. Se a eleição fosse hoje eu seria candidato a federal. A disputa ao senado em 2018 será muito concorrida.

Quais são os pré-candidatos ao senado que o senhor considera mais fortes?

Considero o senador Cristovam Buarque (PPS) e o ex-deputado federal Jofran Frejat (PR). Não pretendo disputar o senado contra Cristovam e Frejat.

O senhor acredita que Jofran Frejat concorra ao senado ao invés de disputar o governo do DF?

Sim, acredito que o candidatura do Frejat seja mais favorável para o senado. Seria a consagração de sua carreira.

O senhor foi o primeiro suplente de Rodrigo Rollemberg. Porque houve um rompimento entre vocês?

O governador Rodrigo Rollemberg descumpriu o plano de governo apresentado nas eleições de 2014. Assim que ele assumiu o governo ele rompeu com esses compromissos. Esse foi o motivo do meu rompimento com ele.

Porque o senhor votou contra o seu partido na Reforma Trabalhista?

O método usado pelo Planalto na votação da Reforma Trabalhista me fez votar contrário ao projeto. Isso me causou uma retaliação por meio da perda de cargos indicados por mim no Governo Federal. Até hoje estou afastado do governo, mas não vejo problema em me reaproximar do partido.

Porque você trocou o PMB pelo PMDB?

O PMB foi um sonho de verão. Sai da sigla por falta de cumprimento da presidente nacional. Ela não honrou os compromissos assumidos nem comigo no DF e praticamente em nenhum dos demais estados. O partido nasceu forte e em seguida foi esvaziado.

Vários membros do seu grupo político estão filiados ao PEN, esse pode ser o seu plano B nas eleições de 2018?

Sim.

Existe um plano C?

O PP pode ser o plano C.

Em 2010 o senhor foi candidato pela esquerda. Em 2014 você apoiou a terceira via. Que grupo você fará parte nas eleições de 2018?

Meu desejo era apoiar o Reguffe para o governo, comigo disputando uma vaga ao senado.

Reguffe prometeu nas eleições de 2014 que não seria candidato em 2018 e cumpriria seu mandato no senado até 2022. Você acredita que ele quebrará essa promessa?

Acredito que o Reguffe possa rever seu compromisso em não ser candidato em 2018. O principal motivo para isso é o clamor da população. Ele tem despontado nas pesquisas como o primeiro colocado. Esse é o desejo da população e isso pode fazer com que ele venha candidato a governador em 2018.

O senhor considera um erro ter disponibilizado seu nome para concorrer a uma vaga na Câmara Legislativa em 2014 e não ter feito campanha?

Foi um erro sim. O que ocorreu foi que a convenção do PSD, partido que eu fazia parte na época, ocorreu antes da sigla fechar apoio ao PSB. Nessa convenção meu nome foi aprovado para disputar uma vaga de deputado distrital. Se o PSD não apoiasse o Rollemberg eu teria feito campanha para distrital. Como eu era o primeiro suplente do Rollemberg eu preferi me dedicar a campanha do governador e assumir o mandato de senador, como aconteceu. Não fiz campanha e mesmo assim tive seis votos, se tivesse feito campanha para distrital o resultado teria sido outro.

Como é ter feito parte da história do PT e hoje fazer parte do PMDB, partido acusado pelo PT de ter dado um golpe. Isso te incomoda?

Hoje não existe mais partido limpo. Nas próximas eleições a população votará mais em propostas e nas pessoas independente da sigla.

Essa sua afirmação não põe em xeque a existência dos partidos?

Infelizmente sim. E se for aprovado o distritão o enfraquecimento dos partidos será ainda maior.

Existe alguma possibilidade do senhor voltar para os quadros do PT?

Não acredito no retorno ao PT. Quem sai do PT sai por motivos geralmente imperdoáveis.

Porque você decidiu sair do partido, tendo em vista sua militância por 30 anos no PT?

Conversei com a cúpula do PT sobre os escândalos de corrupção que assolavam o partido. Ninguém me ouviu. Três meses depois o partido estampava as manchetes por corrupção. Esse foi o motivo para minha saída do PT.

O senhor é a favor do estado do Entorno?

Não sou favorável porque a médio prazo criaríamos o entorno do entorno.


Por Sandro Gianelli, da coluna Ons e Offs do Jornal Alô Brasília e publicada de segunda a sexta no Blog do Sandro Gianelli, no Jornal Alô Brasília e no Portal Alô Brasília.

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